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MONTADO . Efeito do tipo de subcoberto no crescimento da árvore e da cortiça

Num povoamento puro e irregular de sobreiro foi estabelecido um ensaio, para estudar o efeito no crescimento anual da cortiça e no seu calibre final.

De duas práticas usuais de gestão do subcoberto em montado (tratamentos): i) remoção da vegetação espontânea e incorporação da biomassa no horizonte superficial do solo, seguida de plantação periódica de tremocilha; ii) manutenção da vegetação arbustiva espontânea, composta principalmente por Cistus salvifolius(25%), Ulex airensis (15%), Lavandula pedunculata (10%), entre outras espécies com menor expressão: Calluna vulgarisCistus crispusDaphne gnidium e Genista triacanthos.

O povoamento situado na zona de Montargil caracteriza-se por solos do tipo Podzol, cujo pH varia entre 5.5 e 6.1, e a percentagem de matéria orgânica varia entre 1,5% e 1,8%. As operações no subcoberto foram realizadas entre 2003 e 2012 e o ensaio foi monitorizado até 2015. Neste ensaio, onde existem dois períodos de descortiçamento distintos, foram recolhidas amostras de cortiça no início e no final de cada período: 2003 e 2012 ou 2006 e 2015. No âmbito de uma tese de doutoramento (ForChange/CEF-ISA), os dados recolhidos foram analisados, no que diz respeito ao calibre da cortiça, anéis de crescimento em cortiça e acréscimo em madeira.

À esquerda: Povoamento após remoção e incorporação da vegetação no horizonte superficial do solo. À direita: Árvore dendrómetro instalado a 1.3-m de altura do tronco, para monitorização mensal do seu acréscimo em diâmetro. Fotos:Sónia Pacheco Faias

Neste estudo, verificou-se que incluir índices de competição dependentes da distância não contribuiu para explicar a variabilidade do incremento anual em cortiça para este povoamento com densidades até 132 árvores / hectare. No entanto, a precipitação do ano anterior e a idade do anel de cortiça, são conhecidas variáveis explicativas, que mostraram uma correlação positiva e uma correlação negativa, respetivamente com o anel de crescimento em cortiça (…).

Extrato de artigo de Sónia Faias, in Revista Voz do Campo