CONSULTÓRIO FRUTÍCOLA

Controlo da mosca do Mediterrâneo

A mosca do Mediterrâneo ataca os frutos de variadíssimas espécies fruteiras: pêssegos, damascos, nectarinas, maçãs, peras, laranjas, tangerinas, figos, diospiros, nêsperas, uvas e muitos outros – e pode causar a perda total da produção.

O controlo da mosca do Mediterrâneo torna-se muito difícil se apenas um ou outro produtor isolado fizer os tratamentos necessários, pois a mosca passa muito facilmente e com grande rapidez de uns pomares para os outros e mesmo de umas regiões para as outras. A fêmea da mosca do mediterrâneo põe os ovos, perfurando a cutícula dos frutos.

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Época de risco: Maio-novembro.

Os frutos atacados acabam por cair ao fim de alguns dias. A mosca, em anos cujas condições meteorológicas, de tempo quente e não muito seco, o permitam, pode causar enormes prejuízos. Completado o seu desenvolvimento, as larvas (A) abandonam o fruto, projetando-se para o solo, onde se enterram. Aí evoluem para pupas (B), de que nascerão novas moscas, iniciando-se outra geração. À aproximação do tempo frio, as pupas já não evoluem para a forma adulta e ficam enterradas até à primavera-verão seguinte, dando nessa altura origem a um novo ciclo da praga. Na Região de Entre Douro e Minho, a mosca do mediterrâneo mantém-se normalmente ativa entre meados de junho e meados de novembro, altura em que os últimos adultos são capturados nas armadilhas.

Extrato de artigo de C. Coutinho, in Revista Voz do Campo