CONSULTÓRIO FRUTÍCOLA

Transmissão do vírus do mosaico da melancia

O Vírus do mosaico da melancia (Watermelon Mosaic virus – WMV) está disseminado a nível mundial, afeta as Cucurbitáceas, mas também outras culturas como a ervilhas, espinafres e feijão. Infeta também inúmeras plantas da flora espontânea, entre outras malvas, senécio (tasna) e bolsa-de-pastor.

A sua presença foi detetada em cerca de 180 espécies distintas. Está bem documentada a deteção deste vírus em Portugal desde 1979 (Borges 2005).

O vírus é transmitido de modo não persistente por afídios, nomeadamente Myzus persicae e Aphis gossypii. O WMV diminui a produção e qualidade dos frutos e provoca manchas cloróticas e deformações especialmente em melancia, curgete, abóbora e pepino. O WMV era conhecido anteriormente por o Watermelon mosaic virus 2. Um vírus relacionado o vírus dos anéis da papaieira [Papaya ringspot virus -PRSV) que é constituído por duas estirpes a “P” de “papaya” que infeta só esta cultura e a “W” de “watermelon” que infeta Cucurbitáceas. A estirpe W era anteriormente conhecida por Watermelon mosaic virus 1. O PRSV é um vírus de distribuição mundial, mas restringe-se a locais com temperaturas altas todo o ano, pelo que nas regiões temperadas só é comum em estufas pois não sobrevive em hospedeiros da flora espontânea de um ano para o outro. É transmitido por afídeos.

Extrato de artigo de Margarida Santos, in Revista Voz do Campo