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Vírus do mosaico das Cucurbitáceas

A família das Cucurbitáceas representa uma parcela importante das plantas hortícolas consumidas no mundo inteiro.

Vírus do mosaico das Cucurbitáceas:
O Vírus do mosaico das Cucurbitáceas (Cucumber mosaic virus -CMV) é o vírus mais disseminado a nível mundial infetando cerca de 1272 espécies diferentes de plantas.

É transmitido de forma não persistente por 60 espécies de afídeos (pulgões). Os sintomas deste vírus estão descritos desse 1916 e está documentada a sua deteção em Portugal desde 1977 (Borges 2005). Os sintomas dependem das condições ambientais, da maior ou menor suscetibilidade do hospedeiro, do estádio de desenvolvimento da planta aquando da infeção, e da estirpe do vírus. A sintomatologia varia entre um simples mosaico, a mosaico associado a deformação foliar e atrofia da planta. O vírus pode ser transmitido por semente em 19 espécies de Cucurbitáceas entre as quais em pepino (17%) e abóbora (6,5%).

Medidas preventivas:

  • Para algumas culturas, existem variedades resistes disponíveis;
  • Monitore regularmente os campos em busca de sinas das doenças, bem como a presença de pulgões;
  • A rotação de culturas com plantas não hospedeiras pode ajudar a evitar o vírus;
  • Remova os restos das culturas anteriores;
  • Controle o uso de inseticidas para não afetar os insetos benéficos;
  • Controle as populações de formigas que protegem os pulgões com fitas adesivas;
  • Verifique ervas daninhas e alfafa dentro e em torno dos campos;
  • Use coberturas plásticas (mulch) que repelem os pulgões para reduzir as perdas causadas pela doença;
  • Use coberturas de TNT para evitar que os pulgões atinjam as plantas.
Extrato de artigo de Margarida Santos, in Revista Voz do Campo