Uncategorized

TULIPAS . Aspetos importantes da cultura

Tulipa é um género de plantas angiospermas da família das liláceas. Com cerca de cem folhagens surge uma haste ereta, com flor solitária formada por seis pétalas. Suas cores e formas são bem variadas.

Há quem pense que as tulipas são oriundas da Holanda, mas a história é muito diferente. Elas vieram da Pérsia – e isso explica a sua predileção por invernos rigorosos.

Onde nasceram as tulipas?
As tulipas tiveram a sua origem na região da Pérsia e Ásia Central, sendo cultivadas no Império Otomano, pelo menos desde o século X. Em 1573 o botânico Carolus Clusius trouxe os primeiros bolbos para Viena de Áustria, e vinte anos mais tarde levou-os para a Holanda, quando foi nomeado diretor de Jardim Botânico de Leiden. A partir de então, as tulipas tornaram-se uma flor muito procurada nesse país, dando origem a uma atividade de produção de bolbos e venda de flores que foi crescendo ao longo do tempo até atingir a grande dimensão que tem nos dias de hoje.

No caso das plantas de jardim, especialmente no caso das tulipas, temos de conhecer a região onde nasceram para perceber as suas preferências de solo e de clima, e assim saber como as tratar. A região berço das tulipas, que corresponde aos atuais Irão, Afeganistão ou Cazaquistão, tem um clima seco, com Verão quente e Inverno muito frio. Isso explica o frequente insucesso da sua cultura em Portugal, nas regiões de clima mais ameno, próximas do mar. Falta-lhes frio.

Diversidade de cores e formas
As tulipas dão cor ao jardim no final do Inverno, quando ainda há poucas flores abertas. São fáceis de cultivar e adequadas à cultura em vasos ou floreiras, porque a planta vive essencialmente das reservas contidas no bolbo.

A flor apresenta grande diversidade de cores e de formas. Podem ser singelas ou dobradas, em forma de taça ou de copo, com pétalas redondas ou pontiagudas. As cores podem ser lisas ou variegadas, e vão desde o branco até à cor púrpura muito escura, a chamada tulipa negra. As cores mais populares são amarelo, laranja, encarnado, azul ou misturas destas cores. Com tamanha diversidade, o difícil é a escolha.

Extrato de artigo de António Monteiro, in Revista Voz do Campo