OLIVAL . Variedades tradicionais de oliveira portuguesa

O estudo “Alentejo: a liderar a olivicultura moderna internacional”, apresentado no final do ano de 2019, veio atualizar as estatísticas da fileira olivícola e reforçar a ideia de que o panorama da olivicultura nacional mudou drasticamente na última década.

Dos 361.483 ha de olival, o “olival tradicional” ocupa 134.471 ha (37,2% da área total), o “olival moderno em copa” (ou olival intensivo) ocupa 120.012 ha (33,2% da área total) e o “olival moderno em sebe” (ou olival superintensivo) ocupa os restantes 106.999 ha (29,6% da área total).

SUGESTÕES COMERCIAIS PARA A CULTURA DO OLIVAL

Em 2009, segundo os números do Recenseamento Agrícola de 2009 promovido pelo INE [2], o olival moderno em sebe, pouco ultrapassava os 11.000 ha (3,33% da área total) e o olival tradicional representava cerca de 47% (aproximadamente 158.000 ha) dos 335.841 ha de olival existentes.

Ou seja, na última década, diminui consideravelmente a área de olival com variedades de oliveira portuguesas, porque se reduziu a área do olival tradicional e porque os novos olivais intensivos e superintensivos passaram a ser formados quase exclusivamente por variedades estrangeiras, maioritariamente espanholas e italianas.

No caso dos olivais superintensivos, que passaram dos 11.190 ha para os 106.999 ha, praticamente a totalidade das novas plantações assentou nas variedades espanholas Arbequina e Arbosana.

O projeto OLEAVALOR

Antevendo esta realidade, que conduz a uma descaracterização do olival português e sobretudo a uma perda de tipicidade dos azeites portugueses, um conjunto de entidades lideradas pela Universidade de Évora (UE) decidiu apresentar, em 2015, uma candidatura ao programa operacional regional ALENTEJO2020. O objetivo da candidatura foi tentar encontrar argumentos que ainda possam “salvar” algumas das principais variedades de oliveiras nacionais e manter o caracter diferenciador de alguns dos nossos melhores azeites.

Extrato de artigo com autoria de Francisco Mondragão-Rodrigues, Elsa Lopes, Graça Pacheco de Carvalho, Luís Alcino Conceição, António Brito, in Revista Voz do Campo
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